Arquivo do mês de abril 2015

Insígnia Associativa e Saudação Escotista

O aperto de mão escotista
Baden-Powel ao longo da sua vida conviveu com bastantes tribos em África, adoptando assim a maneira como se cumprimentavam os guerreiros de uma tribo na África do Sul. Os guerreiros carregavam o escudo na mão esquerda e a lança na mão direita, pousavam os escudos, única defesa, como sinal de confiança no outro. Estes guerreiros cumprimentavam-se com a mão esquerda pois era o lado do coração. Hoje em dia todos os escoteiros cumprimentam-se com a mão esquerda como sinal de confiança, e a lança foi substituída pela vara. Existe ainda um sinal que os escoteiros utilizam que é o cruzar o dedo mínimo.

 

A saudação escotista

A saudação escotista é um sinal de amizade utilizado mundialmente pelos escoteiros. A saudação executa-se com a mão direita, colocando o polegar sobre o mínimo e erguendo os outros dedos. Os dedos erguidos simbolizam os três artigos do compromisso de honra, o polegar sobre o mínimo simboliza o sentimento de protecção do escoteiro mais forte pelo escoteiro mais fraco e forma o elo de união e fraternidade entre todos os escoteiros.

 

A insígnia associativa

A flor de lis é a base de todas as associações de escoteiros, em cada país, acrescentam-lhe elementos que possam identificar facilmente de que país se trata. As pétalas superiores são os artigos do compromisso de honra. Na pétala do meio existe uma linha vertical que simboliza o Norte, o rumo certo, o bom caminho que deve orientar a tua vida. As estrelas nas pétalas laterais, mostram os olhos sempre atentos que o escoteiro deve ter. A anilha que prende as pétalas é o símbolo da fraternidade mundial entre os escoteiros. O escudo sobreposto à flor-de-lis é o escudo português, mostrando assim que é uma associação portuguesa. A insígnia tem ainda inscrita a divisa “Sempre Pronto” que é a divisa da A.E.P. O listão tem as pontas voltadas para cima, como o sorriso de um escoteiro porque ele cumpre o seu dever com um sorriso e boa vontade. Por último o nó que pende do listão serve para recordar a boa acção diária.

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Lei de Escoteiro

A cada artigo da Lei do Escoteiro corresponde um ou mais valores, que formam o conjunto dos valores Escotistas, a que o Escoteiro aceita livremente aderir. Sendo esses artigos:

 

O Escoteiro é verdadeiro e a sua palavra é sagrada

  • É alguém em quem se pode confiar.
  • Opta sempre por mostrar os factos.

O Escoteiro é leal

  • É honrado consigo mesmo, mantendo as suas ideias e objectivos mesmo nos momentos de dificuldade.
  • Não trai a confiança do próximo.
  • Conhece e respeita as pessoas da sua envolvente e defende os compromissos que faz.

O Escoteiro é prestável

  • Está sempre disponível e pronto a ajudar mesmo que sua ajuda não seja pedida.
  • Luta por um mundo mais justo para todos, assumindo um papel activo.

O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais Escoteiros

  • É solidário, sendo capaz de se colocar na situação dos outros.
  • Respeita os outros e aceita as diferenças.
  • Partilha o que é seu com os outros e pensa também nos outros antes de tomar decisões.

O Escoteiro é cortês

  • É educado e tenta criar um clima agradável ao seu redor.
  • É amável.

O Escoteiro é respeitador e protector da Natureza

  • Conhece e descobre a Natureza.
  • Convive com a Natureza sem a destruir e descobre como adaptar-se.
  • Compromete-se em proteger a Natureza.

O Escoteiro é responsável e disciplinado

  • Assume que é necessária a existência de regras e demonstra facilidade em cumpri-las.
  • Participa no estabelecimento de regras e compromete-se com elas.
  • Assume os seus compromissos em cada momento, finalizando as tarefas a que se propõe.

O Escoteiro é alegre e sorri perante as dificuldades

  • Encara as dificuldade de forma positiva e optimista.
  • Não deixa que os problemas o deitem a baixo.

O Escoteiro é económico, sóbrio e respeitador dos bens dos outros.

  • Poupa e utiliza de forma responsável os seus recursos.
  • Não é consumista.
  • Trata dos bens dos outros tal como trataria dos seus.

O Escoteiro é integro nos seus pensamentos, palavras e acções.

  • É correcto nos pensamentos, palavras e acções.

 

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Código de Campo da A.E.P.

Sê cortês

  • Cumprimenta todas as pessoas que encontra no campo.
  • É afável para com os habitantes das regiões que visita.

Respeita o trabalho dos agricultores

  • Não mexe nas colheitas, sementes, plantações, lenha e maquinaria.
  • Não toca nos animais a não ser que tenha permissão para o fazer e não espanta rebanhos.

Respeita propriedade alheia

  • Não acampa sem pedir autorização.
  • Mantém-se em caminhos públicos quando atravessa os campos e as quintas.
  • Obtém a permissão para fazer fogueira e é cuidadoso para não prejudicar o espaço.
  • Utiliza os portões ou cancelas para atravessar vedações, sebes, muros e fecha após utilização.

Protege os animais e as plantas

  • Não captura nem prende os animais que possa encontrar e não mexe nos seus ninhos ou tocas.
  • Não arranca plantas nem parte os ramos das árvores.

Respeita os sons da natureza

  • Não faz barulho desnecessário;
  • Não leva para campo aparelhos de som.

Ajuda a manter toda a água limpa

  • Não suja os pontos de água (nascentes, ribeiros, fontes, etc).

Tem o máximo cuidado com o fogo

  • Toma todas as precauções para evitar um risco de incêndio.

Deixa tudo limpo

  • Deixa qualquer local mais limpo que o encontrou.

 

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Tribo Kazakh – Expedição de Páscoa 2015

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A Tribo Kazakh realizou a sua Expedição de Páscoa entre os dias 24 e 28 de Março, tendo percorrido uns vastos 101 km por montes Alentejanos, mais concretamente na zona entre Serpa e Mértola. Em seguida vem a experiência contada por eles nesta aventura.

“Passámos por várias aldeias como Vila Nova de S. Bento, Corte de Pinto, Mina de S. Domingos, onde tomámos banho numa barragem. Passámos por uma aldeia chamada Sapos, onde fomos bastante bem recebidos e até nos ofereceram o jantar.
No último dia dormimos junto ao Rio Guadiana, em que só este nos separava do ponto final, Mértola. De manhã, acabámos o nosso grande desafio da Expedição, reconquistar o território Alentejano que estava ocupado pelos Árabes (parte da mística).
Como não podia deixar de ser, tomámos um belo banho no Guadiana e em seguida para celebrar toda esta actividade, comemos o belo do bitoque em Mértola.”

Toda esta foi a experiência da Tribo, que por entre Montes, Propriedades, Raids à torreira do sol, Raids em que a Lua era a única luz que os guiava, Vales… (sim, o Alentejo tem bastantes vales, a “história” do Alentejo ser “plano” é mito!).

Esta aventura só existiu porque foi partilhada por todos os que foram e é disto que o escotismo é feito…partilha!

Um obrigado a todos os que nos ajudaram por entre terras Alentejanas.

Ficam então aqui algumas fotos para mostrar um pouco de como foi a Expedição.

Caçada de Páscoa 2015 – A Alcateia em Belver

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A Caçada de Páscoa da Alcateia aconteceu entre os dias 29 de Março e 1 de Abril, em Belver. A Caçada girou à volta do tema do quadrimestre: The Hunger Games, sendo que as actividades e jogos desenvolvidos basearam-se neste tema. Cada bando representava um Distrito e tinham de superar diversos desafios para conseguirem, na batalha final, conquistar a bandeira do Capitólio.

No dia 29 chegámos a Belver, montámos o campo, fizemos um jogo de orientação, para que os lobitos ficassem a conhecer a aldeia, passeámos pelas muralhas do castelo e à noite as velhas lobas ensinaram algumas constelações aos lobitos. No dia 30 saímos cedo do castelo e fizemos uma valente caminhada até à praia fluvial que se encontrava na outra margem do Rio Tejo. Almoçámos na praia e à tarde estivemos a fazer alguns jogos, tendo sido um deles o jogo da mosca (um jogo muito apreciado por todos os lobitos). Como os lobitos aguentaram bem a caminhada, e como estava muito calor, tiveram direito a um gelado! Ao fim da tarde voltámos ao castelo pelo Passadiço do Alamal e ficámos na aldeia a estudar e a assinar desafios. À noite houve outra palestra sobre constelações e dois membros do Capitólio apareceram no castelo e deram algumas missões aos lobitos. No dia seguinte, dia 31, de manhã, fizemos um jogo de postos sobre socorrismo, no qual os lobitos puderam aplicar os conhecimentos obtidos ao longo do ano, e à tarde fizemos a batalha final da mística da qual saiu como vencedor o Distrito da Electricidade (Bando Castanho). À noite, como sempre acontece, foi feita a Rocha do Conselho e a avaliação da actividade. No dia seguinte, dia 1, desmontámos o campo, apanhámos o lixo que havia em todo o terreno do castelo e fizemos a formatura, na qual foi revelada a pontuação obtida (pontuação esta que foi um culminar de vários pontos que foram sido dados ao longo do quadrimestre, através dos vários jogos que a Alcateia realizou, mas também pela limpeza, organização e outros itens da vida de campo bastante importantes na vida de um lobito) para cada um dos Distritos: em 4º lugar, com 86 pontos, ficaram empatados o Distrito da Água (Bando Branco) e o Distrito dos Metais Preciosos (Bando Ruivo); em 3º lugar com 87 pontos ficou o Distrito dos Têxteis (Bando Preto); em 2º lugar, com 97 pontos, ficou o Distrito da Madeira (Bando Cinzento); e o 1º lugar ficou para o Distrito da Electricidade (Bando Castanho) que arrecadou uns incríveis 158 pontos. Mas não ficou por aqui! A cada um dos Distritos/Bandos foi entregue um prémio: O Mais Engenhocas – Bando Branco, O Mais Organizado – Bando Cinzento, O Mais Corajoso – Bando Castanho, O Mais Unido – Bando Ruivo e O Mais Original – Bando Preto.

Todos os Lobitos e as Velhas Lobas gostaram muito de acampar no Castelo de Belver e, com certeza, que todas as aventuras vividas serão tema de conversa por muito tempo!

Caminheiros pelo Caminho de Santiago!

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No passado dia 27 de Março, nós, os Caminheiros Tiago e Nayeli, partimos rumo a Valença onde iniciámos o Caminho de Santiago. O objetivo encontrava-se a 120 km de distância mas isso não nos assustou!
Era bem cedo que começava o nosso dia. Foram 5! 5 Etapas em que cada uma delas tinha algo de especial. Ou o local que tinha uma fonte termal ou uma beleza mágica ou pessoas especiais. Com a “casa às costas”, lá partíamos para cada etapa com um sorriso nos lábios e, gradualmente, com dores nos pés. Estas dores eram atenuadas por cada “Buen Camino” que ouvíamos ou quando aquele velhote que estava à janela nos indicava o caminho correto. É isso que este Caminho tem de especial. O espírito que o envolve é único e foi daí que brotou a força para cada dia de caminhada. Ao entrarmos na Praça da Catedral devíamos estar tão radiantes que as pessoas que lá estavam nos aplaudiram.
Chegar a Santiago de Compostela foi o concluir de um caminho longo que nos proporcionou momentos de reflexão, entreajuda e pura alegria.

Foram muitas as pessoas com quem contactámos mas há algumas que não podemos deixar de agradecer. À Bárbara e ao Ricardo, irmãos escuteiros que partilharam connosco uma grande parte do caminho. Ao casal de Braga que nos contagiou com a sua força e vontade. Aos alunos e professores da Escola Secundária da Trofa que também foram presença assídua ao longo do percurso e que nos ofereceram um belo jantar e uma bela companhia. À Elsa e à Graça pelas partilhas e risadas que nos proporcionaram. À Rita e à Thamires que foram a companhia que precisámos para os últimos 25 km de caminhada.

Assim terminou o nosso Empreendimento com a certeza de que qualquer Caminho só se faz caminhando em conjunto!

“NÃO PASSES PELO CAMINHO DEIXA ANTES QUE O CAMINHO PASSE POR TI”

 

Uma canhota,

Koala Diligente

Noitibó Pensativa